Av. Feira de Santana, 983 - Parque Amazônia, Goiânia

(62) 3432-3030 | | contato@fredericofaleiro.com.br

Mal formações congênitas

Paralisia Obstétrica

A paralisia obstétrica é o traumatismo do plexo braquial secundário ao parto. A incidência é de 0,38 – 1,56 por 1000 nascidos vivos. Os fatores de risco perinatais são criancas grandes para a idade gestacional (macrossomia), diabetes gestacional, gestação multipara, trabalho de parto prolongado, parto pelvico, uso de fórceps e distócia de ombro.


O diagnóstico é clinico e deve ser diferenciado de outras condições como fratura de clavicula, de umero, lesão do sistema nervoso central, lesão da medula espinhal cervical e desordens neuromusculares.


O tratamento é fisioterápico nos primeiros meses, mas o acompanhamento médico deve ser regular para caracterizar a evolução e para tomar a decisão cirurgica, caso seja necessária. Inicialmente a cirurgia é a exploração do plexo braquial para sua reconstrução, sendo que cada caso deve ser individualizado. Em um segundo momento pode-se associar cirurgias como osteotomias e tranferências tendíneas para complementar o tratamento.

Fale Conosco

Luxação congênita da cabeça do radio

A luxação congênita da cabeça do radio é a mal formação congênita mais comum do cotovelo. Geralmente é bilateral e em até 60% dos casos está associada a outras alterações do membro, como por exemplo a sinostose radio-ulnar. A principal manifestação é a limitação de rotação do antebraço, o que pode se tornar evidente apenas em crianças maiores que fazem atividades manuais mais complexas.


A limitação de movimento raramente causa comprometimento funcional para as atividades cotidianas de crianças. Na idade adulta, caso o paciente tenha sintomas severos, pode-se optar pelo tratamento cirurgico em que se faz a ressecção da cabeça do radio.

Fale Conosco

Mão torta radial (displasia radial)

A mão torta radial é um espectro de doença em que ocorre hipoplasia das estruturas do lado radial do antebraço (osso, articulação, ligamentos e tendões). A sua incidência aproximada é de 1:5000 nascidos vivos. Frequentemente é bilateral e assimétrico. Até dois terços das crianças têm outras síndromes sistêmicas associadas sendo assim é fundamental a avaliação conjunta de um geneticista afim de detectar precocemente essas alterações.


O comprometimento para atividades diárias ocorre principalmente devido a instabilidade do punho, hipoplasia do polegar e pelo membro curto. De acordo com a gravidade da displasia radial e com a idade da criança, pode-se realizar diferentes tratamentos, que variam desde o tratamento conservador com ortetização até com o tratamento cirurgico com fixador externo, centralização do punho e microcirurgia.

Fale Conosco

Polegar em gatilho congênito

O polegar em gatilho congênito é o travamento associado com um estalido com a movimentação do polegar. Sua incidência estimada é de 3,3 a cada 1000 nascidos vivos. Ë bilateral em 25-30% dos casos. O diagnóstico frequentemene é postergado devido a posição natural de flexão do polegar das crianças.


O gatilho congênito ocorre devido ao aumento da espessura do tendão flexor longo do polegar (nódulo de Notta), que causa um travamento quando passa na polia do polegar.


O tratamento pode ser conservador no casos leves de engatilhamento e em crianças menores de 1 ano,uma vez que parte dos pacientes terá resolução espontânea. Nas crianças mais velhas e nos casos mais graves, opta-se pela liberação cirurgica, que tem bons resultados na resolução do engatilhamento.

Fale Conosco

Duplicação do polegar

A duplicação do polegar (também conhecida como duplicação pós axial), é mais comum na população branca, porém geralmente ocorre de forma esporádica, unilateral e não relacionada a alterações sistêmicas.


A sua apresentação é variável, indo desde o alargamento da falange distal e unha até a duplicação completa formando dois polegares, os quais nem sempre são simétricos. O tratamento, portanto, varia de acordo com o grau da duplicação. Nos casos leves geralmente se observa, pois não há comprometimento funcional. Nos casos de duplicação mais desenvolvida, se faz a reconstrução cirurgica combinando abordagem da placa ungueal, óssea, ligamentar e tendínea, afim de criar um polegar único com o melhor resultado estético e funcional

Fale Conosco

Hipoplasia do polegar

A hipoplasia do polegar é considerada uma deficiência radial, ou seja, uma falha da formação das estruturas do lado radial do membro. Pode acontecer de forma isolada, porém é fundamental a investigação de condições sistêmicas associadas (anemias, retardo do crescimento, mal formações urinárias, entre outras). A identificação dessas condições associadas é importante pois podem ser graves e devem ser abordadas em conjunto com a alteração do polegar.


A apresentação da hipoplasia do polegar é variável, pode ir desde a discreta diminuição do dedo até a completa ausência do mesmo. Os casos leves podem passar desapercebidos durante toda a infância e tornar-se perceptível apenas na adolescência, quando as atividades manuais são mais complexas, evidenciando a hipoplasia.


O diagnóstico é feito com o exame clínico e radiográfico. Como a gravidade é variável, o tratamento é diferente para os vários graus de hipoplasia. Pode-se apenas observar, ou optar pelo tratamento cirurgico, que pode ser com transferência tendínea, retalhos de pele ou até a transferência de um outro dedo para realizar a função do polegar.

Fale Conosco

Síndrome das bandas de constricção (bandas amnióticas)

É caracterizada pela constricção parcial ou completa ao redor de dedos, membros ou outras partes do corpo. Podem ocorrer desde edema distal ao anel de constricção até amputação completa de membros. Os anéis também são causa de paralisia de nervos e de sindactilias complexas.


Existem várias teorias em relação a sua causa, porém a mais aceita é a de que ocorre ruptura amniótica intra-utero com formação de bandas que envolvem os membros e formam os anéis.


O tratamento é variável. Pode-se fazer a liberação dos anéis com o objetivo de melhorar a perfusão distal do membro e de reduzir o edema. Nos casos de amputação de dedos, a transferência microvascular de dedos do pé é uma opção para a reconstrução da função de pinça das mãos.

Fale Conosco

Polidactilia ulnar

A polidactilia ulnar (pós-axial) é quando a criança nasce com um dedo supra-numerário do lado ulnar da mão. Essa condição é mais comum em negros e pode haver história familiar.


Existem 2 tipos. No tipo A o dedo é bem desenvolvido, e se parece com um dedo normal. Nesses casos deve-se realizar uma cirurgia de ressecção. No tipo B o dedo é rudimentar ou pedunculado. Usualmente se faz a ligadura de sua base na maternidade, a partir disso o dedo torna-se necrótico e cai.

Fale Conosco

Sindactilia

A sindactilia é a fusão variável de partes moles e óssea entre dois dedos adjacentes. Trata-se de uma mal-formação congênita comum, com incidência de 1 em 2000 nascidos vivos, sendo duas vezes mais comum em homens. É bilateral em metade dos casos, sendo que 10-40% dos casos têm história familiar positiva. Pode apresentar-se isoladamente ou associada a outras mal-formações nas mãos ou sistêmicas.


A sindactilia tem um impacto estético, funcional e no desenvolvimento da criança. A aparência da mão é mais alterada quanto mais grave é a doença. A doença impede a movimentação independente dos dedos e quando há envolvimento de dedos de tamanhos diferentes ocorrem contraturas em flexão e desvio angular a medida que a criança cresce.


O tratamento é eminentemente cirurgico. Exceção a regra são os casos de sindactilia incompleta sem comprometimento funcional, condições médicas que contra-indicam cirurgia ou sindactilias complexas em que a tentativa de separação põe em risco os dedos da criança.


Em relação a idade em que se deve fazer a separação, geralmente se faz após os 2 anos de idade em que o risco anestésico é menor. Quando multiplos dedos estão envolvidos, as cirurgias são feitas em estágios de forma que a reconstrução termine ainda na idade escolar.

Fale Conosco