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Microcirurgia

Reconstrução microcirurgica

O desenvolvimento da técnica microcirurgica permitiu que se faça a transferência tecidual livre. Essa cirurgia permite levar um tecido (ou uma composição deles) contendo seu pedículo vascular e fazer imediatamente a anastomose na área receptora mantendo a sua viabilidade. Desde que os primeiros casos foram feitos há 40 anos, essa técnica se desenvolveu muito, a medida que estudos antômicos avançaram permitindo o entendimento da fisiologia vascular microscópica dos tecidos.


A aplicação da transferência tecidual livre é feita para reconstrução de diversos ferimentos complexos e em várias regiões do corpo. As principais patologias são ferimentos traumáticos (fraturas expostas, osteomilite crônica), lesões vasculares (insuficiência arterial crônica, pé diabetico), ressecções oncológicas e mal formações congênitas.


A reconstrução microcirurgica de lesões permite o fechamento de feridas complexas, devolvendo a esperança de recuperação ao paciente e melhorando a qualidade de vida. Cada caso é específico e o tratamento deve ser individualizado.

 

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Reimplantes

O advento das técnicas microcirurgicas permitiu que estruturas que não eram vistas a olho nu pudessem ser reparadas com instrumentação específica. Desde o primeiro reimplante em 1962, houve um progresso crescente no desenvolvimento e difusão das técnicas necessárias para esse procedimento, tornando-o disponível em vários centros médicos do mundo.


Existem poucos estudos sobre o impacto de amputações na populacão. Um estudo sueco estimou a incidência em 1,9 por 100.000 pessoas por ano, sendo a maioria em homens jovens. É provável que essa incidência seja bem maior na população brasileira, que vive em uma realidade mais violenta, com mais trabalho informal e sem equipamentos de proteção adequados.


Diante de uma amputação é fundamental que o atendimento de emergência seja adequado. No primeiro momento deve-se focar no atendimento do trauma em si, atentando-se para outras lesões associadas (traumatismo craniano ou abdominal por exemplo). No segundo momento deve-se focar no cuidado do coto de amputação e da parte amputada. O coto de amputação deve receber um curativo úmido. Em relação as partes amputadas, todos os fragmentos devem ser coletados na cena de trauma, envolvidos com gaze, imersos em um saco plástico com soro. Este saco, por sua vez, deve ser colocado em gelo. O objetivo é resfriar as partes amputadas, porém sem congela-las.


Uma dúvida frequente é em relação ao tempo hábil para realizar o reimplante. No caso de amputação de dedos o procedimento pode ser feito em até 12 horas se não houver resfriamento da parte amputada ou até 24 horas se houver preservação no gelo. No caso de amputações mais proximais (mão, antebraço e braço) o tempo é bem menor, em torno de 6 horas do trauma.


O tempo entre o trauma e o atendimento especializado em reimplante é apenas um fator a se considerar ao indicar o reimplante. Outros fatores importantes são comorbidades, mecanismo de trauma, idade e tabagismo também são levados em conta para indicar o procedimento.


É importante saber que o reimplante de membros é uma técnica factível e consolidada, podendo ser realizada se houver o atendimento adequado e em tempo hábil.

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