Av. Feira de Santana, 983 - Parque Amazônia, Goiânia

(62) 3432-3030 | | contato@fredericofaleiro.com.br

Nervos

Paralisia cerebral

A paralisia cerebral é definida como qualquer insulto ao sistema nervoso central antes dos 2 anos de idade, irreversível, não progressivo e que causa compromentimento motor. A incidência é estimada em 2-4/1000 nascidos vivos. É mais frequente em prematuros e em crianças com muito baixo peso ao nascer. As causas são exposição a teratógenos, anomalias genéticas, anoxia neonatal, infecções e hemorragias intracranianas.

O acometimento do sistema piramidal (parte do sistema nervos central) causa espasticidade de alguns musculos, o que resulta em deformidades. Se houver envolvimento do sistema extra-piramidal, pode haver atetose, distonia, ataxia ou flacidez.

Apesar de o insulto neurológico não ser progressivo, as deformidades musculo-esqueléticas o podem ser. Isso se deve a fibrose muscular, contratura articular, atrofia, osteopenia e discrepância de comprimento de membros.

O tratamento inclui opções cirurgicas, farmacológicas e fisioterápicas. É fundamental a abordagem conjunta entre o cuidador, o neurologista, o ortopedista e o terapêuta. Os objetivos do tratamento são potencializar a funcionalidade, auxiliar nas atividades diárias e independência, além de reduzir a dor, controlar a espasticidade, corrigir as deformidades e melhorar a higiene.

Fale Conosco

Tetraplegia

A lesão medular acomete anualmente 12.000 pessoas nos Estados Unidos. A principal causa são os acidentes automotores. Define-se como tetraplegia o déficit motor causado por uma lesão a medula espinhal ao nível cervical. Nesse caso ocorre perda motora nas mãos, o que compromete muito a qualidade de vida dos pacientes.


Com o objetivo de restaurar parte da funcionalidade e da independência, alguns pacientes são elegíveis para a reconstrução. É fundamental avaliar as condições gerais do paciente, a personalidade, o comprometimento com a reabilitação, o suporte familiar e as expectativas do pacientes em relação ao que pode ser alcançado com o tratamento cirurgico das mão do tetraplégico.


As cirurgias são de 2 tipos: cirurgias neurológicas, que são feitas em até 2 anos do trauma, em que se faz transferências de nervos (neurotizações) para recuperar a movimentação de musculos paralizados; ou cirurgias ortopédicas, em que se combina tenodeses, transferências tendíneas e artrodeses afim de reconstruir a função das mãos.


O tratamento da mão tetraplégica é muito complexo e deve ser individualizado para cada paciente no que se refere a elegibilidade e estratégia de tratamento. Em todos os cenários a reabilitação é parte fundamental para alcançar resultado.

Fale Conosco

Lesão de plexo braquial do adulto (LPB)

A lesão de plexo braquial do adulto pode ter diferentes graus de manifestação. São causadas por trauma de alta energia na região do ombro ou cervical que levam a estiramento das raizes nervosas que formam o plexo braquial, que é a estrutura anatômica responsável por toda a inervação do membro superior. Ferimentos por arma de fogo ou por arma branca nessa região também causam a LPB.


Os déficits neurológicos motores são variados, podendo ser parcial (acometendo ombro, cotovelo ou a mão) ou total (infelizmente a maioria dos casos). Além da paralisia, ocorre dor devido ao rompimento dos nervos.


Deve-se fazer uma avaliação clínica logo após o trauma, para saber a extensão da lesão e a sua evolução nos primeiros meses. É fundamental que se faça um estudo eletrodiagnóstico e de ressonância magnética para complementar o diagnostico. Para as lesão por estiramento, geralmente espera-se cerca de 6 meses para definir a estrategia de tratamento. Pode-se fazer apenas o tratamento fisioterápico, especialmente nos casos em que há franca melhora de todos os déficits neurológicos. O tratamento cirurgico é dividido em 2 grupos. O primeiro são as cirurgias neurológicas e engloba a neurólise, enxertia de raizes nervosas e neurotizaçoes distais (frequentemente se usa a combinação de técnicas). O segundo grupo é o das cirurgias ortopédicas, que são feitas em um segundo momento, meses após as cirurgias neurológicas. Tratam-se de artrodeses, transferências tendíneas e tranferências musculares. Há ainda a transferência muscular livre microcirurgica, que é uma combinação dos dois grupos.


A LPB é uma patologia grave, de prognóstico variável e que pode ter um impacto grande na funcionalidade do paciente. O tratamento é longo e exige bastante comprometimento do paciente com as várias etapas.

Fale Conosco

Lesões de nervo periférico

As lesões de nervo periférico são frequentes na prática da ortopedia e da traumatologia. Ocorrem após traumas cortantes ou contusos nos membros superiores e inferiores. Podem ocorrer isoladamente, mas também associado a fraturas, lesões vasculares, tendíneas e de pele. É fundamental para o diagnostico a historia do mecanismo de trauma, o exame físico e, se necessario, exames complementares eletrodiagnósticos e de imagem.


O tratamento tem como objetivo preservar e restaurar função através da reinervação sensitiva da pele , motora dos musculos e de outros orgãos alvo. Para tanto o reparo cirurgico se faz de 3 formas: reparo primário, que deve ser feito sempre que a coaptação dos cotos do nervo pode ser feita sem tensão e com qualidade; através de enxerto de nervo, que é a retirada de um nervo doador para preencher o defeito deixado pelo trauma; ou ainda com as neurotizações, que são reservadas para lesões nervosas específicas. Após os reparos cirurgicos, a recuperação funcional é lenta e dependerá do tipo da lesão, da localização e método de tratamento escolhido.

Fale Conosco

Síndrome do Túnel do Carpo

A síndrome do tunel do carpo é a compresão do nervo mediano ao nível do punho. Estima-se que acometa 5,8% das mulheres e 0,8% dos homens. Os pacientes se queixam de formigamento nos dedos, caracteristicamente no período noturno.. Também pode ocorre sensação de choques e pontadas nas mãos. Atividades com o punho fixo podem desencadear os sintomas. Com a progressão da doença podem ocorrer atrofia e fraqueza ao pegar objetos.


O diagnóstico é feito pela história clínica associado ao exame físico com testes específicos. O exames complementares, como eletroneuromiografia e ultrassonografia, são úteis pra complementar a avalição médica.


Para a maioria dos casos o tratamento inicial é clínico, especialmente para os casos leves. Deve-se usar uma órtese associada com medicações sintomáticas. Nos casos avançados ou que não melhoram com o tratamento conservador, se faz a descompressão cirúrgica.

Fale Conosco