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Especialidades

Reconstrução microcirurgica

O desenvolvimento da técnica microcirurgica permitiu que se faça a transferência tecidual livre. Essa cirurgia permite levar um tecido (ou uma composição deles) contendo seu pedículo vascular e fazer imediatamente a anastomose na área receptora mantendo a sua viabilidade. Desde que os primeiros casos foram feitos há 40 anos, essa técnica se desenvolveu muito, a medida que estudos antômicos avançaram permitindo o entendimento da fisiologia vascular microscópica dos tecidos.


A aplicação da transferência tecidual livre é feita para reconstrução de diversos ferimentos complexos e em várias regiões do corpo. As principais patologias são ferimentos traumáticos (fraturas expostas, osteomilite crônica), lesões vasculares (insuficiência arterial crônica, pé diabetico), ressecções oncológicas e mal formações congênitas.


A reconstrução microcirurgica de lesões permite o fechamento de feridas complexas, devolvendo a esperança de recuperação ao paciente e melhorando a qualidade de vida. Cada caso é específico e o tratamento deve ser individualizado.

 

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Reimplantes

O advento das técnicas microcirurgicas permitiu que estruturas que não eram vistas a olho nu pudessem ser reparadas com instrumentação específica. Desde o primeiro reimplante em 1962, houve um progresso crescente no desenvolvimento e difusão das técnicas necessárias para esse procedimento, tornando-o disponível em vários centros médicos do mundo.


Existem poucos estudos sobre o impacto de amputações na populacão. Um estudo sueco estimou a incidência em 1,9 por 100.000 pessoas por ano, sendo a maioria em homens jovens. É provável que essa incidência seja bem maior na população brasileira, que vive em uma realidade mais violenta, com mais trabalho informal e sem equipamentos de proteção adequados.


Diante de uma amputação é fundamental que o atendimento de emergência seja adequado. No primeiro momento deve-se focar no atendimento do trauma em si, atentando-se para outras lesões associadas (traumatismo craniano ou abdominal por exemplo). No segundo momento deve-se focar no cuidado do coto de amputação e da parte amputada. O coto de amputação deve receber um curativo úmido. Em relação as partes amputadas, todos os fragmentos devem ser coletados na cena de trauma, envolvidos com gaze, imersos em um saco plástico com soro. Este saco, por sua vez, deve ser colocado em gelo. O objetivo é resfriar as partes amputadas, porém sem congela-las.


Uma dúvida frequente é em relação ao tempo hábil para realizar o reimplante. No caso de amputação de dedos o procedimento pode ser feito em até 12 horas se não houver resfriamento da parte amputada ou até 24 horas se houver preservação no gelo. No caso de amputações mais proximais (mão, antebraço e braço) o tempo é bem menor, em torno de 6 horas do trauma.


O tempo entre o trauma e o atendimento especializado em reimplante é apenas um fator a se considerar ao indicar o reimplante. Outros fatores importantes são comorbidades, mecanismo de trauma, idade e tabagismo também são levados em conta para indicar o procedimento.


É importante saber que o reimplante de membros é uma técnica factível e consolidada, podendo ser realizada se houver o atendimento adequado e em tempo hábil.

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Paralisia Obstétrica

A paralisia obstétrica é o traumatismo do plexo braquial secundário ao parto. A incidência é de 0,38 – 1,56 por 1000 nascidos vivos. Os fatores de risco perinatais são criancas grandes para a idade gestacional (macrossomia), diabetes gestacional, gestação multipara, trabalho de parto prolongado, parto pelvico, uso de fórceps e distócia de ombro.


O diagnóstico é clinico e deve ser diferenciado de outras condições como fratura de clavicula, de umero, lesão do sistema nervoso central, lesão da medula espinhal cervical e desordens neuromusculares.


O tratamento é fisioterápico nos primeiros meses, mas o acompanhamento médico deve ser regular para caracterizar a evolução e para tomar a decisão cirurgica, caso seja necessária. Inicialmente a cirurgia é a exploração do plexo braquial para sua reconstrução, sendo que cada caso deve ser individualizado. Em um segundo momento pode-se associar cirurgias como osteotomias e tranferências tendíneas para complementar o tratamento.

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Luxação congênita da cabeça do radio

A luxação congênita da cabeça do radio é a mal formação congênita mais comum do cotovelo. Geralmente é bilateral e em até 60% dos casos está associada a outras alterações do membro, como por exemplo a sinostose radio-ulnar. A principal manifestação é a limitação de rotação do antebraço, o que pode se tornar evidente apenas em crianças maiores que fazem atividades manuais mais complexas.


A limitação de movimento raramente causa comprometimento funcional para as atividades cotidianas de crianças. Na idade adulta, caso o paciente tenha sintomas severos, pode-se optar pelo tratamento cirurgico em que se faz a ressecção da cabeça do radio.

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Mão torta radial (displasia radial)

A mão torta radial é um espectro de doença em que ocorre hipoplasia das estruturas do lado radial do antebraço (osso, articulação, ligamentos e tendões). A sua incidência aproximada é de 1:5000 nascidos vivos. Frequentemente é bilateral e assimétrico. Até dois terços das crianças têm outras síndromes sistêmicas associadas sendo assim é fundamental a avaliação conjunta de um geneticista afim de detectar precocemente essas alterações.


O comprometimento para atividades diárias ocorre principalmente devido a instabilidade do punho, hipoplasia do polegar e pelo membro curto. De acordo com a gravidade da displasia radial e com a idade da criança, pode-se realizar diferentes tratamentos, que variam desde o tratamento conservador com ortetização até com o tratamento cirurgico com fixador externo, centralização do punho e microcirurgia.

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Polegar em gatilho congênito

O polegar em gatilho congênito é o travamento associado com um estalido com a movimentação do polegar. Sua incidência estimada é de 3,3 a cada 1000 nascidos vivos. Ë bilateral em 25-30% dos casos. O diagnóstico frequentemene é postergado devido a posição natural de flexão do polegar das crianças.


O gatilho congênito ocorre devido ao aumento da espessura do tendão flexor longo do polegar (nódulo de Notta), que causa um travamento quando passa na polia do polegar.


O tratamento pode ser conservador no casos leves de engatilhamento e em crianças menores de 1 ano,uma vez que parte dos pacientes terá resolução espontânea. Nas crianças mais velhas e nos casos mais graves, opta-se pela liberação cirurgica, que tem bons resultados na resolução do engatilhamento.

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Duplicação do polegar

A duplicação do polegar (também conhecida como duplicação pós axial), é mais comum na população branca, porém geralmente ocorre de forma esporádica, unilateral e não relacionada a alterações sistêmicas.


A sua apresentação é variável, indo desde o alargamento da falange distal e unha até a duplicação completa formando dois polegares, os quais nem sempre são simétricos. O tratamento, portanto, varia de acordo com o grau da duplicação. Nos casos leves geralmente se observa, pois não há comprometimento funcional. Nos casos de duplicação mais desenvolvida, se faz a reconstrução cirurgica combinando abordagem da placa ungueal, óssea, ligamentar e tendínea, afim de criar um polegar único com o melhor resultado estético e funcional

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Hipoplasia do polegar

A hipoplasia do polegar é considerada uma deficiência radial, ou seja, uma falha da formação das estruturas do lado radial do membro. Pode acontecer de forma isolada, porém é fundamental a investigação de condições sistêmicas associadas (anemias, retardo do crescimento, mal formações urinárias, entre outras). A identificação dessas condições associadas é importante pois podem ser graves e devem ser abordadas em conjunto com a alteração do polegar.


A apresentação da hipoplasia do polegar é variável, pode ir desde a discreta diminuição do dedo até a completa ausência do mesmo. Os casos leves podem passar desapercebidos durante toda a infância e tornar-se perceptível apenas na adolescência, quando as atividades manuais são mais complexas, evidenciando a hipoplasia.


O diagnóstico é feito com o exame clínico e radiográfico. Como a gravidade é variável, o tratamento é diferente para os vários graus de hipoplasia. Pode-se apenas observar, ou optar pelo tratamento cirurgico, que pode ser com transferência tendínea, retalhos de pele ou até a transferência de um outro dedo para realizar a função do polegar.

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Síndrome das bandas de constricção (bandas amnióticas)

É caracterizada pela constricção parcial ou completa ao redor de dedos, membros ou outras partes do corpo. Podem ocorrer desde edema distal ao anel de constricção até amputação completa de membros. Os anéis também são causa de paralisia de nervos e de sindactilias complexas.


Existem várias teorias em relação a sua causa, porém a mais aceita é a de que ocorre ruptura amniótica intra-utero com formação de bandas que envolvem os membros e formam os anéis.


O tratamento é variável. Pode-se fazer a liberação dos anéis com o objetivo de melhorar a perfusão distal do membro e de reduzir o edema. Nos casos de amputação de dedos, a transferência microvascular de dedos do pé é uma opção para a reconstrução da função de pinça das mãos.

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Polidactilia ulnar

A polidactilia ulnar (pós-axial) é quando a criança nasce com um dedo supra-numerário do lado ulnar da mão. Essa condição é mais comum em negros e pode haver história familiar.


Existem 2 tipos. No tipo A o dedo é bem desenvolvido, e se parece com um dedo normal. Nesses casos deve-se realizar uma cirurgia de ressecção. No tipo B o dedo é rudimentar ou pedunculado. Usualmente se faz a ligadura de sua base na maternidade, a partir disso o dedo torna-se necrótico e cai.

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Sindactilia

A sindactilia é a fusão variável de partes moles e óssea entre dois dedos adjacentes. Trata-se de uma mal-formação congênita comum, com incidência de 1 em 2000 nascidos vivos, sendo duas vezes mais comum em homens. É bilateral em metade dos casos, sendo que 10-40% dos casos têm história familiar positiva. Pode apresentar-se isoladamente ou associada a outras mal-formações nas mãos ou sistêmicas.


A sindactilia tem um impacto estético, funcional e no desenvolvimento da criança. A aparência da mão é mais alterada quanto mais grave é a doença. A doença impede a movimentação independente dos dedos e quando há envolvimento de dedos de tamanhos diferentes ocorrem contraturas em flexão e desvio angular a medida que a criança cresce.


O tratamento é eminentemente cirurgico. Exceção a regra são os casos de sindactilia incompleta sem comprometimento funcional, condições médicas que contra-indicam cirurgia ou sindactilias complexas em que a tentativa de separação põe em risco os dedos da criança.


Em relação a idade em que se deve fazer a separação, geralmente se faz após os 2 anos de idade em que o risco anestésico é menor. Quando multiplos dedos estão envolvidos, as cirurgias são feitas em estágios de forma que a reconstrução termine ainda na idade escolar.

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Paralisia cerebral

A paralisia cerebral é definida como qualquer insulto ao sistema nervoso central antes dos 2 anos de idade, irreversível, não progressivo e que causa compromentimento motor. A incidência é estimada em 2-4/1000 nascidos vivos. É mais frequente em prematuros e em crianças com muito baixo peso ao nascer. As causas são exposição a teratógenos, anomalias genéticas, anoxia neonatal, infecções e hemorragias intracranianas.

O acometimento do sistema piramidal (parte do sistema nervos central) causa espasticidade de alguns musculos, o que resulta em deformidades. Se houver envolvimento do sistema extra-piramidal, pode haver atetose, distonia, ataxia ou flacidez.

Apesar de o insulto neurológico não ser progressivo, as deformidades musculo-esqueléticas o podem ser. Isso se deve a fibrose muscular, contratura articular, atrofia, osteopenia e discrepância de comprimento de membros.

O tratamento inclui opções cirurgicas, farmacológicas e fisioterápicas. É fundamental a abordagem conjunta entre o cuidador, o neurologista, o ortopedista e o terapêuta. Os objetivos do tratamento são potencializar a funcionalidade, auxiliar nas atividades diárias e independência, além de reduzir a dor, controlar a espasticidade, corrigir as deformidades e melhorar a higiene.

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Tetraplegia

A lesão medular acomete anualmente 12.000 pessoas nos Estados Unidos. A principal causa são os acidentes automotores. Define-se como tetraplegia o déficit motor causado por uma lesão a medula espinhal ao nível cervical. Nesse caso ocorre perda motora nas mãos, o que compromete muito a qualidade de vida dos pacientes.


Com o objetivo de restaurar parte da funcionalidade e da independência, alguns pacientes são elegíveis para a reconstrução. É fundamental avaliar as condições gerais do paciente, a personalidade, o comprometimento com a reabilitação, o suporte familiar e as expectativas do pacientes em relação ao que pode ser alcançado com o tratamento cirurgico das mão do tetraplégico.


As cirurgias são de 2 tipos: cirurgias neurológicas, que são feitas em até 2 anos do trauma, em que se faz transferências de nervos (neurotizações) para recuperar a movimentação de musculos paralizados; ou cirurgias ortopédicas, em que se combina tenodeses, transferências tendíneas e artrodeses afim de reconstruir a função das mãos.


O tratamento da mão tetraplégica é muito complexo e deve ser individualizado para cada paciente no que se refere a elegibilidade e estratégia de tratamento. Em todos os cenários a reabilitação é parte fundamental para alcançar resultado.

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Lesão de plexo braquial do adulto (LPB)

A lesão de plexo braquial do adulto pode ter diferentes graus de manifestação. São causadas por trauma de alta energia na região do ombro ou cervical que levam a estiramento das raizes nervosas que formam o plexo braquial, que é a estrutura anatômica responsável por toda a inervação do membro superior. Ferimentos por arma de fogo ou por arma branca nessa região também causam a LPB.


Os déficits neurológicos motores são variados, podendo ser parcial (acometendo ombro, cotovelo ou a mão) ou total (infelizmente a maioria dos casos). Além da paralisia, ocorre dor devido ao rompimento dos nervos.


Deve-se fazer uma avaliação clínica logo após o trauma, para saber a extensão da lesão e a sua evolução nos primeiros meses. É fundamental que se faça um estudo eletrodiagnóstico e de ressonância magnética para complementar o diagnostico. Para as lesão por estiramento, geralmente espera-se cerca de 6 meses para definir a estrategia de tratamento. Pode-se fazer apenas o tratamento fisioterápico, especialmente nos casos em que há franca melhora de todos os déficits neurológicos. O tratamento cirurgico é dividido em 2 grupos. O primeiro são as cirurgias neurológicas e engloba a neurólise, enxertia de raizes nervosas e neurotizaçoes distais (frequentemente se usa a combinação de técnicas). O segundo grupo é o das cirurgias ortopédicas, que são feitas em um segundo momento, meses após as cirurgias neurológicas. Tratam-se de artrodeses, transferências tendíneas e tranferências musculares. Há ainda a transferência muscular livre microcirurgica, que é uma combinação dos dois grupos.


A LPB é uma patologia grave, de prognóstico variável e que pode ter um impacto grande na funcionalidade do paciente. O tratamento é longo e exige bastante comprometimento do paciente com as várias etapas.

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Lesões de nervo periférico

As lesões de nervo periférico são frequentes na prática da ortopedia e da traumatologia. Ocorrem após traumas cortantes ou contusos nos membros superiores e inferiores. Podem ocorrer isoladamente, mas também associado a fraturas, lesões vasculares, tendíneas e de pele. É fundamental para o diagnostico a historia do mecanismo de trauma, o exame físico e, se necessario, exames complementares eletrodiagnósticos e de imagem.


O tratamento tem como objetivo preservar e restaurar função através da reinervação sensitiva da pele , motora dos musculos e de outros orgãos alvo. Para tanto o reparo cirurgico se faz de 3 formas: reparo primário, que deve ser feito sempre que a coaptação dos cotos do nervo pode ser feita sem tensão e com qualidade; através de enxerto de nervo, que é a retirada de um nervo doador para preencher o defeito deixado pelo trauma; ou ainda com as neurotizações, que são reservadas para lesões nervosas específicas. Após os reparos cirurgicos, a recuperação funcional é lenta e dependerá do tipo da lesão, da localização e método de tratamento escolhido.

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Síndrome do Túnel do Carpo

A síndrome do tunel do carpo é a compresão do nervo mediano ao nível do punho. Estima-se que acometa 5,8% das mulheres e 0,8% dos homens. Os pacientes se queixam de formigamento nos dedos, caracteristicamente no período noturno.. Também pode ocorre sensação de choques e pontadas nas mãos. Atividades com o punho fixo podem desencadear os sintomas. Com a progressão da doença podem ocorrer atrofia e fraqueza ao pegar objetos.


O diagnóstico é feito pela história clínica associado ao exame físico com testes específicos. O exames complementares, como eletroneuromiografia e ultrassonografia, são úteis pra complementar a avalição médica.


Para a maioria dos casos o tratamento inicial é clínico, especialmente para os casos leves. Deve-se usar uma órtese associada com medicações sintomáticas. Nos casos avançados ou que não melhoram com o tratamento conservador, se faz a descompressão cirúrgica.

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Osteoartrose dos dedos e rizartrose

A artrose dos dedos é uma das causas mais comuns de queixas nas mãos, especialmente em pacientes acima dos 70 anos. Embora a causa específica da artrose não esteja esclarecida, existe um componente genético familiar, além do uso repetido das mãos ao longo da vida. A artrose acomete as articulações das mãos mais do que qualquer outra articulacão do corpo. Geralmente se apresenta com aumento do tamanho articular, dor, sensibilidade e deformidades. O tratamento se baseia em controle dos sintomas com medicamentos, ortetização para proteção articular, adaptação das atividades cotidianas e eventualmente há necessidade de tratamento cirurgico.

A rizartrose é um tipo específio de artrose dos dedos que acomete a base do polegar. Estima-se que acometa uma em cada três mulheres e um em cada oito homens. Apresenta-se com dor localizada, além de deformidade no restante do polegar. Assim como os outros tipos de artrose o tratamento é inicialmente clínico através do uso de órtese, sendo o tratamento cirurgico reservado para casos em que não há resposta satisfatória inicialmente.

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Síndrome da dor complexa regional (distrofia simpatico reflexa)

A síndrome da dor complexa regional é uma evento frequente após traumas e cirurgias em mãos. Se trata de dor regional associada a alterações do sistema nervoso autônomo, atrofia e limitação funcional. Apresenta-se com edema, vermelhidão, dor desproporcional, queimação, sudorese e alterações de pele, pêlos e unhas. Com o tempo os sintomas mudam e passam a ser palidez, atrofia, porém com persistência da dor.


A causa mais comum é a fratura de radio distal, porém pode ser encontrada em outras situações como pós operatório de cirurgias, lesões de nervo ou após pequenos traumas.


A principal forma de tratamento é a prevenção, que é feita com o controle do edema, da dor pós-operatoria e início precoce da terapia ocupacional, focando em ganho de movimentação. Uma vez instalada a síndrome da dor complexa regional, o tratamento também é clinico, mas deve ser associado a medicações específicas para o controle desse tipo de dor crônica.

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Gatilho dos dedos

O engatilhamento tendíneo dos dedos é uma das causas mais comuns de disfunção e dor nas mãos. Cursa com travamento doloroso dos dedos, que pode ser ou não reversível.


Acomete mais frequentemente mulheres de meia idade, podendo ocorrer em múltiplos dedos simultaneamente. Está associado a doenças como diabetes, artrite reumatóide, entre outras.


O engatilhamento ocorre devido ao pinçamento dos tendões nas polias retinaculares na região do metacarpo a medida que os dedos se movimentam.A maioria dos pacientes podem ser tratados conservadoramente. Faz-se a infiltração de corticoide e ortetização. Caso haja falha desse, realiza-se a liberação cirurgica da polia que limita o deslizamento tendíneo

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Infecções

As mãos são especialmente susceptíveis a infecções. Os dedos sofrem repetidos traumas durante as atividades cotidianas domésticas ou no trabalho, permitindo que bactérias causem diferentes tipos de infecções agudas, como por exemplo a paroníquea (frequente após procedimentos de manicure), félon e outros. Nesses casos ocorre dor, vermelhidão e calor local, podendo até haver drenagem de secreção purulenta.


Existem também as infecções crônicas, que são causadas por bactérias e fungos. São mais comuns em pessoas que colocam as mãos imersas em água (lavando louça por exemplo). Caracteristicamente se arrastam por semanas e podem causar deformidades da pele e na unha.


Tanto as infecções agudas quanto as crônicas podem ser tratadas com medidas locais, medicações e eventualmente com procedimentos cirurgicos

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Lesões ungueais traumáticas

As lesões traumáticas da unha são frequentes no dia a dia do pronto Socorro de Ortopedia. Os mecanismos mais comuns são acidentes com portas, com ferramentas de trabalho ou de jardinagem e preensão entre dois objetos. Crianças e adultos jovens são os mais acometidos. O terceiro dedo, por ser mais longo, é o mais frequentemente envolvido.


É fundamental que na avaliação inicial seja feito uma radiografia para avaliar a associação com fratura. Se houver ferimento, esse deve ser lavado sob anestesia local.


Os traumas na unha podem causar um hematoma sub ungueal (mancha roxa na unha). Se o hematoma ocupar grande parte da unha e estiver causando dor, esse pode der drenado para alívio dos sintomas.


Se a unha estiver quebrada ou avulsionada é importante examinar o leito ungueal, pois, se houver lesão do mesmo, esse deve ser reparado para evitar a formação de deformidades ungueais incapacitantes


Nas lesões de ponta de dedo podem haver comprometimento da polpa digital, do eponíqueo (‘raiz da unha’), fratura da falange e até mesmo amputação da ponta do dedo. O tratamento conjunto dessas lesões pode ser feito com curativos específicos, retalhos, enxertos, fixação ossea, ou com a combinação de métodos. Terapêutica inadequada pode resultar em unhas em gancho, cornos ungueias e unhas distróficas. É fundamental o tratamento por um especialista afim de evitar deformidades incapacitentes no futuro.

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Fraturas do radio distal (punho)

As fraturas do radio distal correpondem a aproximadamente 16% das fraturas tratadas pelos ortopedistas. Existem três grupos populacionais que concentram a incidência dessas fraturas. O primeiro são as crianças, com traumas em atividades recreacionais. O segundo são homens jovens com fraturas relacionadas a traumas de alta energia, como os acidentes motociclisticos. O terceiro são as mulheres idosas, com traumas de baixa energia, relacionados a osteoporose e frequentemente associados a fratura do fêmur proximal e do úmero proximal.


Cada grupo de pacientes possui uma estratégia de tratamento e reabilitação. Frequentemente são fraturas complexas com muita fragmentação articular, o que exige um conhecimento anatômico detalhado e domínio dos diferentes métodos de fixação de fratura.

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Lesões tendíneas

Do total de lesões traumáticas, 19% ocorrem nas mãos. Sempre que ocorrer ruptura da pele há risco potencial de lesão tendínea, seja dos flexores ou dos extensores.


As lesões tendíneas são umas das mais frequentes causas de procura ao pronto Socorro de ortopedia. Acometem desde crianças, quando vitmas de ferimentos corto-contusos recreacionais, até adultos, decorrente de acidentes domésticos (cortes com faca ou vidro) ou de acidentes trabalhistas, que frequentemente causam lesões neurotendíneas complexas.


Diante de um acidente cortante nas mão é recomendado que o ferimento seja lavado com água e coberto com uma gaze ou pano limpo até a chegada ao pronto atendimento. Caso nao seja disponível um ortopedista no primeiro momento, a lesão deve ser lavada e suturada até que o paciente consiga uma consulta com o médico especialista para uma avaliação detalhada e para programar o tratamento definitivo.
As lesões tendíneas necessitam de tratamento especializado com o cirurgião de Mão porque o seu reparo é feito com técnicas específicas e pode estar associado a lesão de nervos, o que deve ser abordado em conjunto.


Assim como toda as patologias de mão, o sucesso do tratamento das lesões tendíneas depende especialmente da reabilitação pós-operatória. A cooperação entre o Cirurgião de Mão e a Terapêuta Ocupacional é fundamental para alcançar um bom resultado funcional.

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Fraturas dos dedos

As fraturas dos dedos (falanges e metacarpos) são as mais comuns dos membros superiores. Cerca de 70% dos casos acontecem entre 10 e 40 anos de idade. Podem ocorrer no contexto de pequenos traumas esportivos ou em acidentes de alta energia, quando podem associar-se a outras lesões nas mãos e em outros orgãos. Historicamente as fraturas dos dedos eram tratadas conservadoramente, porém nos ultimos anos o tratamento cirurgico está aumentando graças a diversos fatores como: o avanço das técnicas cirurgicas, o melhor entendimento biomecânico, disponibilidade de implantes mais tecnológicos, exames de imagem mais detalhados, e também devido ao aumento das expectativas e da demanda funcional dos pacientes.


Portanto é fundamental que um cirurgião de mão avalie de forma individual as fraturas dos dedos para melhor definir a estrategia de tratamento e alcançar o melhor resultado funcional.

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Lesões ligamentares

As lesões ligamentares dos dedos são causadas por traumas diretos e indiretos decorrentes de atividades esportivas, domésticas ou trabalhistas. É importante que se faça uma avaliação precoce para afastar fraturas e lesões tendíneas associadas. A anatomia ligamentar da mão é extremamente complexa, portanto, para fazer o diagnóstico correto, é necessario um exame fisico minucioso associado a exames de imagem complementares. Em geral o tratamento consiste em ortetização precoce associado a analgesia local e sistêmica, e é seguido por um protocolo de reabilitação para ganho de movimento. O tratamento especializado é fundamental para evitar complicações como rigidez e distrofia. O edema e a dor das lesões ligamentares dos dedos podem demorar meses para regredirem.

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Mão reumatóide

A cirurgia da mão faz parte do arsenal de tratamento da artrite reumatóide. É importante saber que a cirurgia reconstrutiva não restaura a função normal das mãos, mas pode trazer redução da dor, correção de deformidades, além de melhorar a estética e a funcionalidade. Sendo assim a indicação cirurgica nesse contexto deve ser criteriosa e individualizada.


Nos ultimos anos o avanço da terapia farmacológica permitiu a prevenção de deformidades diminuindo a necessidade de intervenção cirurgica, porém a cirurgia da mão ainda pode ser necessária nesses pacientes. A abordagem deve ser feita em conjunto com o reumatologista afim de associar terapias farmacológicas e cirurgicas no tratamento do paciente reumatóide.

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Lesão do ligamento colateral ulnar do polegar (Polegar do esquiador)

A lesão do ligamento colateral ulnar do polegar é uma lesão ligamentar específica da mão. Historicamente a lesão foi descrita quando o polegar do esquiador fica preso ao esqui durante uma queda. No nosso meio, o trauma direto sobre o polegar causando seu desvio radial (como se o polegar fosse puxado para o lado) pode ocorrer após quedas com mão espalmada ou em traumas com bola.


A lesão se apresenta com equimose e edema sobre a articulação metacarpo-falangeana do polegar. Ao exame clinico há instabilidade a manobra de stress. A questão que torna essa lesão peculiar é que pode haver interposição de tecidos sobre o ligamento, impedindo que ele cicatrize. O diagnóstico da interposição é auxiliado por exames de imagem como ultrassonografia e ressonância magnética.


A função do polegar corresponde a 50% da função total da mão, portanto é fundamental que seja completamente restaurada para o reestabelicimento das atividades cotidianas.

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Tendinite de De Quervain

A tendinite do primeiro compartimento extensor é uma causa frequente de dor no punho. É causada pelo aprisionamento dos tendões dos músculos abdutor longo e extensor curto do polegar no túnel osteofibroso do punho. Esse processo ocorre devido ao movimento repetitivo de abdução do polegar e desvio ulnar do punho, o que historicamente lhe rendeu o apelido de ‘entorse das lavadeiras’. Na realidade atual, em que praticamente todas atividades trabalhistas e recreacionais são realizadas com as mãos, essa relação perdeu o sentido uma vez que qualquer pessoa está suscetível a desenvolver essa tendinite.


A medida em que ocorre a fricção repetida e mantida dos tendões no retináculo, ocorre edema e estreitamento do túnel osteofibroso, desencadeando dor e limitação.


Um grupo especialmente acometido por essa tendinite são as gestantes e as lactantes. Embora o mecanismo não esteja esclarecido, provavelmente se trata de um fenômeno hormonal. Geralmente é de bom prognóstico, havendo melhora ao final da gestação ou da amamentação.


O tratamento é principalmente clínico associando anti-inflamatorios via oral, infiltração de corticóide, terapia ocupacional e ortetização, sendo a cirurgia reservada para os casos de falha do tratamento conservador

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Doença de Dupuytren

A doença de Dupuytren é uma fibroplasia da pele da palma da mão que causa a formação de nódulos e cordões, resultando em contratura progressiva dos dedos. O curso é variável, podendo ser de meses a anos. É mais comum em homens de 40-60 anos de idade, frequentemente é bilateral e assimétrica. Sua origem é genética, sendo muito mais frequente em populações de origem européia. Está associado a algumas doenças como diabetes, epilepsia, tabagismo e ingesta de bebidas alcoolicas. Em uma parcela dos pacientes pode haver alterações na pele da planta do pé ou no pênis.


A Doença começa com a formação de nódulos na palma da mão, associado a desconforto, dor leve e prurido. Com a evolução, os nódulos se transformam em cordões que causam as contraturas dos dedos. Quando a deformidade fica acentuada, o tratamento é cirurgico. Faz-se a ressecção do tecido doente e correção da posição dos dedos.

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